Sobre meus contos

Pessoal o banner acima está desatualizado, nas tag's à esquerda vocês encontrão todos os meus contos, ou se quiserem podem clicar aqui

terça-feira, 30 de abril de 2013

Crase antes do substantivo Terra

Chuva de meteoros incomum pode atingir a Terra em passagem de cometa.
Infelizmente, não sou nenhum especialista em língua portuguesa, mas sou um ávido e apaixonado estudioso, o que me permite, com o auxílio do que tenho estudado, identificar alguns erros. Espero chegar em um nível onde possa ver os meus erros. :)

Antes de analisar a frase publicada no início reproduzo um texto que ajudou-me bastante, postado por Ricardo Sérgio no Recanto das Letras:

A CRASE ANTES DAS PALAVRAS TERRA E CASA
_________________________________________________

Não Se Acentua o [a] Antes de Terra quando esta se opõe a "bordo, mar", isto é, quando designa "terra firme":
   Logo que o navio aportou, os marinheiros descerram a terra. (firme)
   Está muito abafado a bordo: vamos a terra. (firme)
   Deixei o barco e fui a terra. (firme)
Não Se Acentua o "a" Antes de Casa quando esta tiver o sentido de "lar, domicílio, morada":
   Chegou cedo a casa (lar).
   Chegavam a casa (lar) quase sempre à tardinha.
   De regresso a casa (lar) fui recebido em festa.
   Fui a casa (lar) apanhar os documentos do carro.
Mas Atenção: Se a palavra casa vier acompanhada de adjetivo ou locução adjetiva (termo modificador), use a crase:
   Chegou cedo à casa (lar) da patroa.
   Fiz uma visita à casa de meus avós.
   Fui à casa de meu colega.
Acentua-se o [a] Antes de Terra, quando esta não designa "terra firme", ou seja, não se opõe a "bordo, mar":
   Voltou à terra onde nascera.
   O agricultor tem apego à terra.
   As aves voavam rente à terra.
Acentua-se o [a] Antes de Casa, quando esta tiver o sentido de prédio, edifício, estabelecimento comercial ou hospitalar, dinastia, ou quando se refere a qualquer instituição ou sociedade, enfim quando casa não significa lar, domicílio:
   O presidente americano regressou à Casa Branca.
   Chegou à casa dos sessenta esbelto.
   Fui à Casa dos Quadros comprar um presente.
   O príncipe pertencia à casa de Bragança.

 Portanto, com a elucidação exposta acima, podemos concluir que o texto da notícia está errado. O correto seria:

Chuva de meteoros incomum pode atingir à Terra em passagem de cometa.

 Aliás, fiz uma pesquisa no google com o termo "a + terra" e fiquei impressionado como esse é um erro comum.

Pelo menos esse não cometeremos mais!



Juramento da Patrulha da Noite


A noite chega, e agora começa a minha vigia. Não terminará até a minha morte. Não tomarei esposa, não possuirei terras, não gerarei filhos. Não usarei coroas e não conquistarei glórias. Viverei e morrerei no meu posto. Sou a espada na escuridão. Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio, a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem, o escudo que defende os reinos dos homens. Dou a minha vida e a minha honra à Patrulha da Noite, por esta noite e por todas as noites que estão para vir.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Gameof Thrones 03.05 - Comentários de um leitor dos livros

Eu tinha a pretensão de fazer comentários dos episódios, mas não tive tempo. Agora tecerei algumas breves observações tentando não soltar spoilers.

Foi um ótimo episódio, como leitor viciado posso dizer que a HBO não tem afastando-se dos livros, talvez seja resultado das críticas dos leitores.



Selyse, a atriz foi bem escolhida e reflete bem as descrições dos livros. A cena mostra-a como uma devota de R'llor que aceita a traição de Stannis Baratheon como um serviço ao Senhor da Luz. Essa cena foi crucial para desfazer um dos piores erros cometidos até hoje pela série. Stannis é o mais justo dos Sete Reinos, e quando a HBO mostrou-o transado com Melisandre sobre o mapa de Westeros manchou a honra do Rei da Tempestade. Nessa aparição da Selyse, Stannis confessa a traição e lava a honra, e os fetos nos potes, apesar de não serem descritos na obra impressa, deram um toque especial.



A Shireen, meiga e com as marcas do escamagris, ficou perfeita! Esperemos pela aparição do sinistro Cara-Malhada, pois "a noite é escura e cheia de terrores".



Jon e Ygritte - Acredito que quem não leu o livro achou meio estranho Jon largar seus votos tão fácil, apesar de que eu no lugar dele, diante de uma gata daquela, começaria a recitar: "A noite chega, e agora começa a minha vigia. Não terminará até a minha morte. Não tomarei esposa... Foda-se essa merda!!! Eu quero é a ruiva! Só tenho que comentar isso, que ruiva maravilhosa!!!



Rickard Kastark - A execução ficou muito bem feita. Sem falar nas proféticas palavras do Lorde antes da morte, mas não abordarei, pois trariam spoiler's.

Jaime Lannister - A cena do banho ficou bastante fiel ao livro e deu aos não-leitores um grande panorama dos antecedentes da atual guerra que assola Westeros.

Robb Stark - É complicado falar dele sem Spoiler's, portanto, só posso dizer que a forma como estão mostrando-o é um jeito de preparar o terreno para o que vem.

Sor Barristan e Mormont - O que escrevi sobre Robb aplica-se aos dois, e adianto, no próximo episódio vem a tacada!

Dondarrion e Sandor Clegane - Que luta maravilhosa. A reação da Arya também merece destaque, ali sim, está uma legítima Stark de Winterfeel. Uma questão, enganei-me ou o ator que interpreta Beric Dondarrion não é o mesmo da primeira temporada?

Cena final, Conselho Lannister - Sem muitos comentários, só uma coisa, Tywin Lannister é foda!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Batalha das Células

Há tempos que a Infantaria Branca não vinha recebendo o necessário para manter todo o seu poderio, formada por membros da Casa Leucócita, os antes poderosos guerreiros, tornavam-se cada vez mais fracos. Talvez seu suserano achasse que a paz que conquistara era inabalável. Enganou-se.

Sem que ninguém percebesse, um dos mais fortes membros da família de monstros Orthomyxoviridae invadiu e começou a destruição.

A Infantaria Branca estava reduzida, mas sua lendária coragem era a mesma, portanto, avançaram com fúria contra o invasor.

A batalha foi feroz e durou dias, e para desespero geral os defensores foram derrotados e precisaram recuar.

— Temos que continuar lutando. Ouça capitão, daqui é possível escutar o aríete. Logo tudo será destruído.

— Todos estão muito machucados, seríamos massacrados rapidamente. Precisamos descansar e nos preparar. — Respondeu o comandante.

— Mas, fizemos um juramento de lutar até o fim, senhor.

— Soldado! Ousa questionar minhas ordens? Está chamando-me de covarde? — Apavorado o infante não respondeu. — Essa é uma retirada estratégica, é claro que lutaremos até a morte. Agora descanse; é uma ordem.

Passaram um bom tempo repousando e cuidando dos ferimentos, não havia alimentos para todos. E, a esperança ruía quando escutaram uma poderosa trombeta vinda da parte de trás de onde abrigavam-se. O som era imponente e assemelhava-se a um grito de gigante.

— Será que ele nos atacou pela retaguarda, senhor?

— Não. Eu conheço esse som. — O capitão levantou-se bruscamente e bradou:

— Homens às armas! O auxílio chegou.

Todos armaram-se e ficaram preparados para marchar. Sorriram ao ouvir o som que soou como música aos seus ouvidos.

— Cavaleiros, senhor. — Disse o infante.

— Sim, o senhor Nóbrega convocou seus vassalos.

Avistaram o reforço, seguindo a correnteza do rio vermelho, em uma velocidade impressionante vinham duas cavalarias, todos vestidos com radiantes armaduras, os que avançavam pela direita tinham penachos de crina na cor verde-limão sobre o elmo, e os da direitas usavam penachos alaranjados.

Os primeiros a passarem por eles foram dois senhores das Casas convocadas, eram Sir Voltaren da casa Diclofenaco e Sir Benza senhor da Casa Benzatina. Prepotentes e orgulhosos como sempre, sequer olharam para os soldados que sorriam de empolgação, passaram rápidos em direção do inimigo. A Infantaria Branca soou os tambores e partiram para a batalha.

Dessa vez foi rápido, os cavaleiros começaram a desfigurar o gigante invasor e a Infantaria terminou o serviço cortando-o por completo. Alguns cavaleiros e infantes tombaram. Honras a eles!

Foi assim que o terrível Influenza, mais conhecido como Gripe, foi destruído.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Perfil falso de Tyrion Lannister prega pegadinha em banco na internet

Hehehe volta Itaú aproveita que "um Lannister sempre paga as suas dívidas"!

Do Correio Braziliense:


A brincadeira gerou vários retuites na rede social
O banco Itaú foi vitíma de uma pegadinha na internet na tarde desta terça-feira (23/4). Um perfil falso do Twitter, com o nome de Tyrion Lannister, um dos protagonistas da série Game of Thrones, fez uma reclamação sobre os serviços prestados pelo banco. “Apenas um caixa, sistema caindo sempre.. É @itau30horas, você já foi bom”, afirmou. O perfil do banco, sem notar a brincadeira, respondeu oferecendo uma solução e pedindo os dados do “cliente”. E foi aí que veio a resposta que divertiu os leitores e gerou vários retuites na rede social. “Caro Itaú, segue meus dados. Casa Lannister, Rochedo Casterly. Profissão: dono de minas de ouro”.

O perfil @ahnao é, na verdade, do ator paranaense Cláudio Castro, conhecido como Claudinho, que sofre de nanismo, mesma doença de Peter Dinklage, intérprete de Lannister na série.
Na série, o reino é dividido entre várias famílias. A família Lannister é considerada uma das mais ricas, e a Casa Lannister tem sede em Rochedo Casterly é a que possui a maior fortuna entre as grandes casas


terça-feira, 23 de abril de 2013

Game of Thrones, 4º episódio é o novo mais assistido da série

Como um xiita que sempre sonha com a fidelidade à obra impresa, devo dizer que esse foi um dos episódios mais magníficos de todas as temporadas. Eu gritei de alegria quando escutei a Dani ( Daenerys Targaryen, é que somos íntimos hehehe) dizer: Dracarys!

A postagem abaixo é do Game of Thrones BR, um site super recomendado:

Esse recorde já tinha sido batido pelo episódio de estréia, "Valar Dohaeris", e pelo terceiro episódio, "Walk Of Punishment", mas agora quem está sentado no Trono de Ferro da audiência é o episódio exibido no domingo anterior. Veja abaixo:

  • O episódio 3.01, "Valar Dohaeris",  teve 4,4 milhões de espectadores na primeira exibição e 6.7 milhões após as reprises.
  • O episódio 3.02, "Dark Wings, Dark Words", teve 4,3 milhões de espectadores na primeira exibição e 6,4 milhões após as reprises.
  • O episódio 3.03, "Walk of Punishment", teve 4,72 milhões de espectadores na primeira exibição e 5,76 milhões após as reprises.
  • O episódio 3.03, "And Now His Watch Is Ended", teve 4,87 milhões de espectadores e 5,90 milhões após a reprise.

Segundo o site TV by the Numbers, Game Of Thrones foi a atração de TV fechada mais assistida no domingo, batendo até mesmo os playoffs da NBA.

Depois da cena final em Astapor, tenho quase certeza de que no próximo domingo teremos um novo recorde. Vamos esperar pra ver.

Pergunta: Qual a diferença entre Conto e Crônica?

Postagem replicada do Site do Escritor acesse-o e conheça: http://www.sitedoescritor.com.br/index.html

Conto:
 
De um modo geral, a primeira idéia que nos ocorre quando pensamos em conto é de que se trata de um narrativa curta, onde a estória se desenvolve linearmente, com princípio, meio e fim, abolindo-se os pormenores secundários. A ação tem que ser incisiva e direta, numa linguagem essencialmente narrativa.
 
Em síntese, dir-se-ia que o conto, na sua estrutura tradicional (como é o caso de machado de Assis), constitui uma unidade dramática, ou seja, contém um só conflito, um só drama, uma só ação. O contista não nos dá a visão da vida na sua totalidade, mas procura nela um momento singular, representativo; um "flash" apenas. Por esta razão, jamais se prolonga, prendendo-se ao episódio em foco, não se perdendo o autor na análise detalhada dos fatos. Aliás, é o próprio Machado de Assis quem nos lembra esta característica do conto, quando escreve em O Alienista.
"O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parente e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito" (po cit p. 223).
Se machado quisesse escrever uma novela, certamente se alongaria "descrevendo festas". Mas não; tinha consciência das características do conto e não foi além do necessário. Aliás, a este propósito é digna de nota ainda essa outra passagem do livro, onde o narrador escreve.
 
"O desfecho deste episódio da crônica intaguaiense é de tal ordem e tão inesperado, que merecia nada menos de dez capítulos de exposição; mas contento-me com um, que será o remate da narrativa..." (op cit p. 229).
 
Crônica:
 
Originalmente a crônica limitava-se a relatos verídicos e nobres; entretanto, grandes escritores a partir do séc. XIX passaram a cultivá-la, refletindo, com argúcia e oportunismo, a vida social, a política, os costumes, o cotidiano etc. do seu tempo em livros, jornais e folhetins. Na aplicação do descritor para acervo referente à literatura de cordel, use para festas e narrativa. A crônica pode ser das seguintes maneiras:
 
Uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou científicos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal.
Uma narração histórica pela ordem do tempo em que os fatos ocorreram; conjunto de notícias que circulam sobre pessoas; seção de jornal onde se comentam notícias e fatos quotidianos; história da vida de um rei; biografia escandalosa.
 
No âmbito da literatura e da história, o texto literário breve, em geral narrativo, de trama quase sempre pouco definida e motivos, na maior parte, extraídos do cotidiano imediato, constituindo-se também em uma compilação de fatos históricos apresentados segundo a ordem de sucessão no tempo.
Texto que registra uma observação ou impressão sobre fatos cotidianos; pode narrar fatos reais em formato de ficção.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Kate O’Hearn lançará em breve livro que aborda mitologia nórdica

A série Olimpo em Guerra está na minha lista extensa lida de futuras leituras:

[CAPA] Valkyrie - Kate O'Hearn
Freya não está ansiosa para a chegada de seu décimo quarto ano. Isso marcará o término oficial de sua infância e o momento em que ela deve iniciar seus deveres como Valquíria – um anjo da morte e coletora de almas humanas nos campos de batalha.
Mas Freya é diferente de qualquer Valquíria. Ela não quer seguir os passos das lendas que a precederam. Enquanto ela observa a humanidade de seu lar na terra nórdica de Asgard, ela tenta entender o que é ser um humano: dividir os simples prazeres da amizade com garotas de sua própria idade e de rir com meninos, sem o medo de causar sua morte com um toque. Pouco ela sabe, mas seu desejo está prestes a ser realizado: em sua primeira missão em um campo de guerra, Freya ceifa a alma de um soldado com assuntos inacabados que a mandará ao mundo humano em uma busca mortal. E lá ela deverá batalhar inimigos tanto ordinários como extraordinários para criar uma nova lenda de Valquíria.
Tradução www.sobrelivros.com.br
A escritora também assina série Shadow of the Dragon, que não foi trazida para o país e gira em torno de um governo liderado por uma ditadura opressora e na luta de duas garotas contra a injustiça. Também escreveu o livro Herm’s Secret, sobre os mistérios míticos do oceano.
Compre os livros da série Olimpo em Guerra

Veja a ficha completa da série “Olimpo em Guerra” no site:
http://www.sobrelivros.com.br/info-olimpo-em-guerra-kate-ohearn/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os Segredos, por Kvothe (O Temor do Sábio Patrick Rothfuss)


Mesmo se não tiver lido o livro, recomendo a leitura desse trecho,não será nenhum spoiler, fique tranquilo. É simplesmente fenomenal. Quisera eu um dia poder incluir em meus contos uma reflexão dessas:


Os segredos são dolorosos tesouros da mente. A maioria do que as pessoas pensam como segredo, na verdade, não é nada disso. Os mistérios, por exemplo, não são segredos. Nem o são os fatos pouco conhecidos ou as verdades esquecidas. Segredo, é um conhecimento verdadeiro que é intencionalmente ocultado.

Os filósofos discutem há seculos os pormenores dessa definição. Assinalam os problemas lógicos que existem nela, as lacunas, as exceções. Em todo esse tempo, entretanto, nenhum deles conseguiu chegar à uma definição melhor. O que talvez diga mais do que todos os sofismas combinados.

Há dois tipos de segredos: Os da Boca, e os do Coração.

A maioria deles é da boca. Boatos compartilhados e pequenos escândalos sussurrados. Há segredos que anseiam por se largar no mundo. Um segredo da boca é como uma pedra na bota. No começo, mal se tem consciência dela. depois, torna-se irritante e, mais tarde, intolerável. Os segredos da boca vão crescendo à medida que são guardados, inchando até pressionar os lábios. Lutam para se soltar.

Os segredos do coração são diferentes. São privados e dolorosos e não há nada que se deseje mais do que escondê-los do mundo. Eles não inflam nem pressionam a boca. Vivem no coração, e quanto mais são guardados, mais pesados se tornam.

É melhor ter a boca cheia de veneno do que um segredo no coração. Qualquer idiota é capaz de cuspir o veneno, mas nós guardamos esses tesouros dolorosos. Engolimos em seco todos os dias para contê-los, empurrando-os para baixo, para nossas entranhas mais recônditas. Lá eles permanecem, ganhando peso, supurando. com o tempo, não há como deixarem de esmagar o coração que os contém.

Quem entende isso, compreende o que é vida.

Fonte: O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss
Se você não é fã de fantasia, recomendo mesmo assim, leia o primeiro livro "O nome do Vento" e garanto que não haverá arrependimentos!

Operação Lança de Netuno – Afeganistão



Fevereiro de 2010,  Marja,  Afeganistão

Nossa missão era emboscar quatro carros que seguiam por uma estrada paralela. Segundo as informações que tínhamos recebido, o comboio era composto por dois jipes e dois sedãs pretos e carregava oficiais do Talibã. Deveríamos executar os inimigos tomando o cuidado de capturar um para ser interrogado.

Fred, que ficou posicionado sobre uma casa, fez sinal avisando que os alvos se aproximavam. Eu estava na esquina que levava direto para a via, ao meu lado, Smith  assobiava. Jhon, agachado atrás de uma mureta, preparou-se, esperou os carros passarem e detonou os explosivos colocados na pista. Os jipes cheios de soldados, voaram. Entramos em cena.

De nossa posição derrubamos dois sobreviventes do último jipe e nos abrigamos dos tiros vindos dos dois carros restantes. Fred do telhado disparou os morteiros e os automóveis capotaram. Saímos do abrigo; Smith me dando cobertura.  Um dos carros estava em chamas e outro completamente destruído, os poucos que não morreram nas explosões gemiam e Smith finalizou-os. Vasculhávamos o perímetro quando Jhon foi baleado. Um homem passou correndo em direção das ruas.

— Cuidem dele! — Apontei para nosso companheiro sangrando e saí em perseguição do atirador. Smith, um valioso sniper, foi para os telhados. O homem entrou em uma rua onde eu sabia que não havia saída, por isso pulei uma cerca e fiquei esperando, sabendo que ele seria obrigado a saltar sobre o muro, do contrário sua cabeça seria estourada pelo franco-atirador. Dessa forma, como eu planejara o desgraçado caiu na minha frente, nem me viu escondido atrás da carcaça de um carro, disparei duas vezes sem erros, com ele no chão corri e chutei sua arma para longe. De onde eu estava fiz sinal para Smith, que vinha por cima das casas, para que soubesse que estava tudo sob controle. Meus disparos não foram fatais e o terrorista agonizava. Fui chegando perto e tomei um susto quando ele gritou em minha língua:

— Filho de uma puta! Eu sei quem é você! — Apontei a arma e me aproximei lentamente. O safado arrancou o turbante e meu sangue congelou. Era meu primo.

— Desgraçado! Traidor! Como pôde, Tarek? Soldado americano? Logo você? Maldito inimigo do Islã! — Ele berrava. Eu estava chocado, sem reação. Sabia que meu primo era do Talibã, mas jamais imaginei que nossos caminhos se cruzariam. Agachei ao seu lado. Chorei.
— Me perdoa primo! — Falei.

— Não me toque seu impuro! — Tentou levantar-se, mas uma perfuração no ombro e outra no abdômen o fez gritar de dor. — Se estivesse com minha arma eu te mataria! — Completou. Eu simplesmente não sabia como reagir. Smith surgiu no beco. E ficou irado ao me ver chorando ao lado de um terrorista:

— Que porra é essa? Traga esse merda e vamos sair desse inferno! O Fred precisa de um médico!

— Estou indo. — Minha voz soou fraca. Smith saiu correndo. Continuei chorando:

— Perdão primo — ele já estava quase sem força por isso parou de xingar — irei levá-lo. Lá terá médicos.
— Não! — Gritou, assustando-me. — Não me leve! Aqueles desgraçados me arrastarão para Guantánamo. Eu mereço uma morte digna. Morte de Mujahidi!

— Não! —  Dessa vez foi eu que gritei.

— Faça! É o mínimo depois de sua traição! Faça… por favor, Tarek. — Sua voz fraquejou. Meus companheiros de pelotão começaram a buzinar claramente chamando-me. Levantei.

— Por favor. — Ele disse mais uma vez.

Puxei a pistola e pela primeira vez fechei os olhos ao atirar. O projétil perfurou o meio de sua testa e o sangue escorreu pelos olhos, dando a terrível impressão de que ele chorava sangue. Todos viram as lágrimas no meu rosto quando cheguei no carro, ao questionarem falei que eram por Fred.

— E cadê o desgraçado do terrorista? — Smith exigiu saber.

— Não resistiu ao ferimento — respondi. Claro que ele não acreditou, pois escutou o tiro, aliás ninguém acreditou. Traí minha família. Matei meu primo, meu amigo de infância. Eu era apóstata, traidor e agora assassino de familiares. Levei a mão ao bolso e peguei as coisas que tirei do colete dele. Havia um pino de granada, algumas munições e a foto de uma linda garotinha, que pelo rosto deduzi ser filha dele. O que me deixou ainda pior. Atrás da foto existia um mapa. Um preciso mapa das montanhas de Tora Bora, com coordenadas geográficas exatas de algum lugar, que um dia iria descobrir o que era. Notei que Jhon estava fixado no desenho em minha mão e não gostei do olhar que me deu.



01 de abril de 2011, Vale do Korengal, leste do Afeganistão

Sou Peter Walker, e lhes garanto que se Ian Fleming estivesse vivo adoraria escrever minha vida. Sim, possuo um nome comum para merecer ser alvo da mesma pena que deu vida a James Bond, entretanto, não deixe-se enganar, por trás de nomes comuns existem histórias inacreditáveis. A minha é uma delas. Crer ou não crer é uma escolha sua.

Meu nome de guerra é apenas Peter — temos dois Walker’s só em meu pelotão — mas não é meu nome de nascença. Quando nasci, fui chamado de Muhammad Tarek Bin Laden, em homenagem aos nossos antepassados. Isso mesmo, sou um Bin Laden. Não; não tenho uma bomba presa ao corpo. Pela integridade de meus pais e irmãos, mesmo que insistam, não revelarei meu grau de parentesco com o mais conhecido da família.

Em 13 de setembro de 2001, com 14 anos, eu deixei os EUA em um voo fretado com destino à Arabia Saudita. O avião estava lotado de familiares e tenho certeza que naquele dia — apenas dois dias depois dos atentados de 11/09 — qualquer um ficaria feliz em nos derrubar, culpados ou não, éramos Bin Laden’s. Dois anos depois retornei à América. Mas, não foi Muhammad Tarek que desembarcou, e sim Peter Walker. Por segurança e com o auxílio dos dólares sauditas, mudei meu nome.

Na época eu tinha apenas 16 anos, portanto, não foi fácil convencer minha família. Entretanto, amava aquele país e queria voltar de toda forma. Não fui criado nas rédeas islâmicas, pelo contrário, meus pais deram-me total liberdade, por isso, cresci muçulmano apenas no nome. Nesses dois anos fora das terras americanas viajei por vários países islâmicos, cheguei a ir ao Afeganistão — alguns meses antes do início da guerra — pela fronteira do Paquistão, nessa ocasião um primo, aliás meu melhor amigo, uniu-se ao Talibã.

Eu estava acostumado à liberdade dos EUA e não consegui adaptar-me ao mundo árabe. Aquele era meu lugar. Ali nasci, e não importa meu sobrenome sou americano. Após os ataques de 11/09, vendo todo o ódio destilado contra os muçulmanos, decidi desistir do Islã. Aliás, desisti de deus. E assim voltei e a Estátua da Liberdade recebeu-me. Realizei o sonho de morar sozinho, estudei bastante; tornei-me verdadeiramente Peter Walker. E qualquer vestígio que houvesse dentro de mim de Muhammad Tarek Bin Laden, desapareceu quando em 2005 ingressei no corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América, os marines.  Muhammad Tarek foi “sepultado”. E minha família deserdou-me.

Estou com 24 anos e sinto que chegou o momento decisivo da minha vida. Já participei de várias operações, matei muitas pessoas, e fazia um mês que não éramos convocados, mas algo me diz que essa será a ação de nossas vidas. Não estou ansioso. Fui treinado para isso, portanto, resta-me apenas esperar.

— Peter, veja! — Smith avisou e Paul, o piloto, começou a inclinar a aeronave. Lá embaixo três homens viram o nosso helicóptero e começaram a correr desesperados em direção a uma construção. Se correu deve, diz o ditado. Assim, abri fogo e os três caíram com a cara na areia.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dicas de Português - substantivos: comum de dois, sobrecomum e epiceno

Um substantivo comum de dois géneros/gêneros (frequentemente chamado simplesmente comum de dois) é um substantivo que tem dois valores de género/gênero possíveis, sendo que a escolha de um valor não tem consequências morfológicas (a palavra mantém-se inalterada independentemente do género) mas tem consequências sintácticas/sintáticas, pois este substantivo tem a capacidade de desencadear alterações morfológicas nas palavras que com ele concordam.
Exs.: «o intérprete/a intérprete, o jurista/a jurista».

Um substantivo sobrecomum é um substantivo que não admite contrastes de género/gênero, nem marcados morfologicamente nem marcados sintacticamente/sintaticamente, apesar de referir entidades de um e outro sexo. Ex.: «a pessoa, a criança, o indivíduo, o cônjuge, a testemunha, a estrela (de cinema)
Um substantivo epiceno é um substantivo que designa animais e que possui apenas um género/gênero gramatical, embora possa referir animais de ambos os sexos. Ex.: «a cobra, a águia, o jacaré, a onça, a foca». O género/gênero natural do animal a que um nome epiceno se refere pode ser desambiguado pela aposição de «macho» ou «fêmea» ao nome, sem concordância de género/género entre este e o elemento aposto: «uma cobra-macho, um gavião-fêmea». Por vezes, o termo «epiceno» é utilizado também para falar de nomes sobrecomuns.

Fonte: Ciberdúvidas

D. Ourigo Ourigues - o progenitor dos Nóbregas e dos Aboim

Ourigo Ourigues – o Fidalgo ou o Velho da Nóbrega – foi companheiro de luta de D. Afonso Henriques (primeiro Rei de Portugal) nas batalhas de S. Mamede (1128), de Coneja (1137), de Ourique (1139) e de Arcos de Valdevez (1140) bem como seu Castelão-Mor. D. Ourigo reconstruiu nos primórdios da Nacionalidade, a mando de D. Afonso Henriques, o poderoso Castelo de Aboim (tinha sobre a sua alçada o Castelo de Lindoso), que pensa-se ter surgido como Castro na idade do ferro destruído posteriormente pelos Árabes no século VIII.

Por conseguinte, D. Ourigo Ourigues faz parte do quadro de honra dos cabouqueiros da Nacionalidade Portuguesa. O que lhe dá a glória de alinhar no número daqueles que foram os primeiros Infanções Portugaleses, e que lutaram pela realidade que é Portugal.

O Castelo de Aboim situa-se na confluência das freguesias de Aboim da Nóbrega, Azias e Sampriz, no lugar de Casais de Vide a uma cota de 775 metros. A sua fortificação defensiva constava de um fosso e dois lanços de muralhas concêntricas. Nas suas ruínas são ainda visíveis as bases de um castelo roqueiro. É-lhe atribuída a idade do ferro, mas, sobreviveu à Alta Idade Média.

D. Ourigo Ourigues é o progenitor dos Nóbregas e dos Aboims. Já velho, entendeu que chegara a hora de partilhar os seus bens com os filhos.

Ao primogênito caberia a Casa e títulos de seu pai, onde se incluía o castelo – dele saíram os Nóbregas.

Ao segundo – D. Pedro Ourigues da Nóbrega casado com D. Maria Viegas, neta de Egaz Moniz, aio de D. Afonso Henriques – deu seu pai as herdades de Aboim, isto já no reinado de D. Afonso II. Da sua terra, D. Pedro Ourigues fez Couto, com carta passada pelo Rei. Construiu Casa e Torre no lugar do Outeiro, tendo sido esta casa o Solar dos Aboins.

Fonte: Portal Aboim da Nóbrega

Para mais informações sobre a família Nóbrega, clique no brasão à direita.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dica: Compre pela Estante Virtual

Não estou recebendo nada por esse comercial. Quando o orçamento apertar, e mesmo quando o dinheiro estiver bom, antes de comprar livros nas grandes livrarias e sites, passe no sebo online "Estante Virtutal" e pesquise. Digo que vale a pena!

Recentemente adquiri dois ótimos livros:



Os Senhores do Norte - 3º livro das Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell que no Submarino sai por 39,90 (sem frete), saiu por 27,02 (com frete), é claro o livro é usado, mas está em ótimas condições.



E o clássico Silmarillion do meu mestre J.R.R. Tolkien que é difícil de encontrar em língua portuguesa de e quando se acha  está na faixa de 72,90 (sem frete), paguei 27,02 (com frete) e apesar de algumas marcas do tempo, o livro está em bom estado.

Estou feliz com essas compras! Fica da dica!

Chamada para a antologia ‘Espada & Feitiçaria’

Mais uma chance nós, aspirantes a escritores de lliteratura fantástica!

Numa tradução literal Espada e Feitiçaria (sword and sorcery, no original), ou Espada e Magia como é mais conhecido no Brasil, é um gênero de ficção caracterizado por temas ligados a mitologia, magia fantástica, e guerreiros. Este tipo de gênero tem suas origens nos pulps. Seus mais conhecidos expoentes são:
  • Conan, o Bárbaro, de Robert E. Howard;
  • Elric, personagem de Michael Moorcock;
  • Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien;
  • As Cronicas de Narnia,de C. S. Lewis;
  • O RPG Dungeons & Dragons.
  • Travis Morgan
  • Golden Axe
  • Elfquest
Segue o edital da Editora Buriti:



O subgênero Espada & Feitiçaria é caracterizado por sua ligação com a mitologia e a fantasia, de um modo geral. Também é marcado por seus conflitos violentos e elementos mágicos e sobrenaturais. As história de Espada & Feitiçaria são frequentemente ligadas a Conan, o Bárbaro.

Tido como maior personagem do subgênero, Conan foi criado pelo escritor Robert E. Howard. Em 2011, Marcus Nispel levou a Espada & Feitiçaria mais uma vez para as telas, com o filme Conan, o Bárbaro. Participaram da produção nomes como Jason Momoa, Rose McGowan, Rachel Nichols e Ron Perlman.

Com o intuito de estimular as criações brasileiras de Espada & Feitiçaria, a Editora Buriti receberá submissões que tenham entre 20.000 e 32.000 caracteres com espaço. Os contos que ultrapassarem estes limites não serão automaticamente descartados, desde que apresentem qualidade literária e se enquadrem na temática proposta da antologia.

A antologia ‘Espada & Feitiçaria’ receberá contos entre os dias 10/03/13 e 20/08/13*. As histórias não enviadas no período estipulado serão automaticamente excluídas da seleção; mesmo que apresentem qualidade literária. 

Ao submeter seu trabalho por e-mail, tenha o cuidado de manter seu endereço eletrônico ativo, além de não se esquecer de dados essenciais como: nome, data de nascimento, cidade/estado e telefone. As submissões deverão ser feitas através do endereço eletrônico contato@editoraburiti.com.br.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Divulgada a capa do primeiro volume de "Wild Cards" no Brasil

Como fã já adiquiri o meu na pré-venda e estou na espera. Aliás, li a Morte da Luz também de G.R.RM e publicarei uma resenha aqui. Confiram o post do GofTbr:

A Editora Leya acabou de divulgar em sua página no Facebook a capa do primeiro volume da série de ficção científica do R. R. Martin, "Wild Cards", que começou como um jogo de RPG, com um cenário criado pelo próprio George para jogar com amigos escritores, e que chega ao Brasil ainda esse ano. Saca só:


Wild Cards é uma saga de vários volumes escrita por um grupo de autores de ficção do Novo México, no qual está incluido o nosso mestre. A história se inicia um pouco depois da Segunda Guerra Mundial, em 1946, quando um vírus que altera o DNA humano é liberado no céu de NY, levando a uma sorte de outros acontecimentos.


Leia mais: http://www.gameofthronesbr.com/2013/02/wild-cards-no-brasil.html#ixzz2Q48oRf7d
Under Creative Commons License:
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terça-feira, 9 de abril de 2013

Chamada para a antologia fantástica ‘Mundos’

Pessoal ainda há tempo, as inscrições encerram-se dia 14/04. Se já tiverem contos de literatura fanstástica, basta fazer uma revisão e enviar.

Eu já estou revisando e até amanhã farei meu envio. Segue o edital da Editora Buriti:

Uma série com o melhor da fantasia nacional e internacional. Esta é a coleção ‘Mundos’, cujo primeiro volume já recebe submissões. Com temática livre dentro do universo fantástico, cada obra vai reunir diversos contos de diferentes autores e estilos.

Assim como em Caçadores de Bruxas, as submissões deverão ter entre 20.000 e 32.000 caracteres. Os contos que ultrapassarem estes limites não serão automaticamente descartados, desde que apresentem qualidade literária e se enquadrem na proposta da antologia.

‘Mundos – Volume 1’ receberá contos entre os dias 03/01/13 e 11/04/13*. As histórias não enviadas no período estipulado serão automaticamente excluídas da seleção; mesmo que apresentem qualidade literária. 
Ao submeter seu trabalho por e-mail, tenha o cuidado de manter um endereço eletrônico ativo, além de não se esquecer de dados essenciais como: nome, data de nascimento, cidade/estado e telefone. As submissões deverão ser feitas através do endereço eletrônico contato@editoraburiti.com.br.

LINKS
Literatura Fantástica, Fantasia – Para que serve isso?
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3015569
Fantasia (gênero)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fantasia_(g%C3%AAnero)
Literatura Fantástica
http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_fant%C3%A1stica
O Fantástico e a Fantasia
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/f00002.htm
Literatura Fantástica
http://www.infoescola.com/generos-literarios/literatura-fantastica/
Uma Introdução à Literatura Fantástica
http://www.valinor.com.br/8283/

* Sujeito a alterações.

 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Origem do nome Nóbrega



A imagem acima  é de uma estela funerária datada do séc. II d.C – III d.C encontrada na Avenida da Liberdade em Braga, Portugal.

O seu texto faz referência a cidade romana de Elaneobriga e encontra-se exposta no Museu D. Diogode Sousa em Braga. Diz a estela:

SEVERVS REBVRRI F(ilius) TIOPHILVS (sic) ELANEOBR/IGENSIS (sic)
NA(norum) XXXX SOD ALES FLAVI D(e) S(uo) F(aciendum) C(uraverunt)

Tradução:

Severus Tiophilus, filho de Reburrus, de Elaneobriga, com 40 anos. A Confratia dos flavianos tomou a seu cargo erguer (este monumento).

Civitas Elaneobriga

A localização de Elaneobriga ainda não é conhecida, em 1954 no documento "Novíssimas inscrições romana de Braga. "Brancara Augusta", vol. 4 (25). Braga: Câmara Municipal, pág. P. 242-249",
Arlindo Ribeiro da Cunha, indica a atual região de Ponte da Barca como a possível localização da cidade.


Monte onde foi erguido o Castelo da Nóbrega


Esta região era conhecida por Terra da Nóbrega ou Anóbrega o que acredita-se ser uma derivação do nome romano "Elaneobriga". (1) Uma das localizações propostas situa-se entre Ventozelo e Casais de Vide, nos limites entre os concelhos de Vila verde e Ponte da Barca.

Castro do "Castelo da Nóbrega"

A Terra da Nóbrega era uma das muitas circunscrições territoriais em que o país (Portugal) estava dividido para fins administrativos, dudiciais e militares, delimitadas quase sempre por acidentes geográficos O nome veio-lhe do altaneiro castro que lhe servia de reduto defensivo e que ficava no maciço rochoso de cota 775, sobranceiro ao lugar de Ventozelo na freguesia de Sampriz, atualmente chamado Castelo da Nóbrega, S. Miguel-o-Anjo ou de Aboim.

Este castro tem a primeira referência fidedigna no inventário dos bens do Mosteiro de Guimarães do ano de 1059, "Et ad radice castro Annofrice". Ourigo Ougiues, "o velho" avô de D. João de Aboim., levantou ou resconstruiu ali, no século seguinte, um castelo.



O lugar é referido na base de dados do Endovélico. "Cume pedregoso com vestígios de aparelho pouco cuidado que terá pertencido a atalaia medieval. Do castro restam, vestígios de muralhas e fragmentos cerâmicos à superfície, sendo ainda visíveis entalhes nas rochas para colocação de pedra ou madeira".

Não existem informações arqueológicas disponíveis sobre a possível romanização da castro.

*Castro: Castelo fortificado de origem pré-romana ou romana. (Dic. Aurélio)

1. Essa é uma replicação da pesquisa do Portugal Romano - Arqueologia Romana em Portugal

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O dia em que o Drácula leu o ONE

Quando o dia amanhecia o criado Spuk Verbrecher apertava o botão de escurecimento fazendo com que todas as janelas da casa fossem tampadas por grossas placas de aço, impedindo assim que a luz do sol penetrasse na moderna mansão. Nesse momento todos partiam para o merecido descanso diário e o silêncio passava a reinar no nobre lar.

Verbrecher já estava quase dormindo em seu confortável caixão, quando assustou-se com um gargalhar estrondeante. Ele servia ao grande Conde há séculos e já tinha escutado sua risada muitas vezes, eram risos de crueldade diante de corpos empalados, de inimigos destruídos ou de uma bela mulher para alimentar-se. Mas, aquele era diferente, uma verdadeira hilaridade, semelhante à reação dos humanos diante de uma boa comédia.

Movido pela curiosidade, o criado desceu as escadas e encontrou o Conde no escritório em frente ao PC. Perguntou:

— Meu nobre Senhor, está assistindo Crepúsculo novamente?
— Nada, Spuk. Veja você mesmo, é muito mais engraçado!

Verbrecher visualizou a tela. Viu que estava aberto um site em português chamado: O Nerd Escritor, com um conto de nome O Teste do Vampiro. Com atenção o criado leu o texto por completo, diga-se de passagem achou ótimo, porém não viu nada de engraçado. Diante da expressão confusa de seu servo, Conde Drácula disse:

— Agora leia os comentários! Já viu humanos mais malucos?

Duas gargalhadas ecoaram no castelo.

Publicado originalmente no O Nerd Escritor

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Almo - Baladas das Terras-de-Sempre



Os Magmas queimam,
os Gelis congelam.
Naiumitas suam,
Freshianos fazem festas.

Ilicianos são fantasmas,
Corsários misteriosos.
Selines são guerreiros,
Augustos são majestosos

Bandoleiros são cruéis,
Bardos são felizes.
Larinas em guerra são amazonas,
em paz são belas meretrizes

As Terras-São-de-Sempre,
assim diz meu bandolim.
Apesar de os almeses
sempre procurarem um fim.

Esse é um poem inserido no universo das Terras-de-Sempre, para entender o seu contexto leia "As Letras Históricas das Terras-de-Sempre".

Opinião: A Maldição do Tigre - Colleen Houck



Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço.

Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é o primeiro volume de uma saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. Lançado originalmente como e-book, o livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times.

Opinião:
Muitos adoraram, eu odiei. Um livro chato, uma espécie de Crepúsculo sem vampiro. Uma personagem insossa e enjoativa. Ler a obra até o final foi uma tortura. A Maldição do Tigre permanecerá solitário em minha estante, já que de forma nenhuma pretendo irritar-me adquirindo as continuações.

P.s: A capa é show!!