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terça-feira, 21 de julho de 2015

Devaneios #1 - Temos todo o tempo do mundo?



— Não estamos bem, preciso que me dê um tempo – ela disse. Ele olhou-a profundamente e suspirou de forma cansada.

— Como posso dar algo que não tenho? Meu tempo não é mensurável, não é palpável e não me pertence. Como te dar um tempo se no próximo segundo posso retornar ao pó? Como posso de conceder esse pedido? Imagina se amanhã é meu último dia? Estarei condenando-me a partir desse mundo com incertezas, com a mente recheada de “e se”. O tempo é precioso, alguns falam que é dinheiro, eu digo que é vida. O tempo que você deseja pode ser minha privação de amar outras coisas ou outro alguém.  O que me pede é apenas uma sombra do passado e o vislumbre de um futuro que sequer existe.  Acatar o seu desejo seria oferecer a nós dois ilusões e, disso nossas vidas já estão cheias. Ofereço-lhe o Fim. Esse sim é certo, é mensurável, é visível. Aliás, ditados, religiões e filosofias costumam afirmar que também é o recomeço.

Ela piscou algumas vezes antes de responder:

— Era só falar: não.


— Era só ter dito: fim.

Esse é o primeiro texto da categoria "Devaneios". Nela serão postados textos que surgem na minha cabeça do nada e desaparecem com a mesma rapidez, ficando uma verdadeira loucura de palavras muitas vezes com final desconexo. Ou seja, loucura total. rsrs Comenta e diga o que achou. 

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