Sobre meus contos

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domingo, 18 de agosto de 2013

Imagine



John caminhava entre os escombros de prédios e carcaças de carros quando de um buraco, em um braço do que já foi uma gigantesca estátua, saiu uma moça. Ela assustou-se, deixou cair algumas coisas. John não falou, correu para ajudá-la, ela se afastou bruscamente, porém seus olhos estavam fixos na bolsa repleta de frutas que ele carregava. Percebendo, ele tirou uma bela laranja e ofereceu, ela relutou, olhou desconfiada, mas por fim arrancou-a da mão de Jhon como se fosse preciso roubar e não simplesmente aceitar.

— Se você pensa que darei meu corpo por causa de uma laranja está enganado.

— Seu corpo? Eu jamais pediria isso.

— Também não tenho dinheiro.

— Não quero dinheiro,de nada me serviria. Pegue. — E ofereceu mais frutas.

— Por que?

— Estão sobrando.

— Mas, você nem é brasileiro, dá para perceber pelo sotaque.

— Olhe em volta. Não existem mais fronteiras. Não existem mais brasileiros, argentinos, paraguaios, japoneses, americanos… Não existem mais países. Somos sobreviventes, somos agora um povo só. — Ela continuava desconfiada, entretanto aceitou. Jhon pegou suas coisas e foi saindo, mas ela gritou, quando ele virou ela jogou uma garrafa com água. Ele agarrou no ar e escutou a moça dizer enquanto corria novamente para o buraco:

— Está sobrando!

John prosseguiu caminhando por um bom tempo. No que aparentemente fora em alguma época uma escola, algumas crianças passaram correndo. Riam e brincavam, não tinham medo por ele ser um forasteiro. Ele correu com elas e gargalhou, ficando espantando como com si mesmo, teria passado o dia naquela brincadeira, no entanto, o pai do pequenino casal apareceu apontando uma faca e arrastou os filhos pelos braços. John apenas sorriu com as mãos levantadas.

— Não há mais necessidade disso. A guerra acabou. — Disse.

— Vá embora! — Gritou o homem.

— Fique em paz.— Ele respondeu. As crianças, escondidas do pai, deram tchau e mandaram beijos. Assim Jhon seguiu seu caminho feliz com aquilo. Finalmente, depois de quase um dia de caminhada chegou aonde queria. Ele tinha avistado do alto do morro um pequeno ponto amarelo em meio ao terrível cinza dominante. Eram flores. Uma curta faixa de terra repleta de flores amarelas. Sentou-se, sentia o perfume, um cheiro que aplacou a alma. Tocou nas pétalas. Tão delicadas…

— Não arranque! — Uma linda jovem segurava uma velha espingarda; mas era nítido que não sabia usá-la, pois tremia bastante.

— Não arranque por favor. Levou muito tempo para que crescessem. — Falou dessa vez quase implorando.
— Eu não iria arrancar. Seria um crime. — Ficaram um tempo em silêncio.

— Você não é daqui. Para onde vai?

— Essa é uma boa pergunta. Não sei para onde vou. Não faço planos para o amanhã, tento apenas sobreviver e ser feliz no hoje.

— Felicidade? No mundo de hoje?

— Olhe para você, apoiando uma arma no chão com o cano voltado para o próprio peito. E por que isso? Para defender simples flores. Isso mostra que você já achou algum alento. — Ela assustou-se quando percebeu a forma que segurava a arma e largou imediatamente, meio sem jeito falou:

— Verdade, vê-las crescer onde eu jamais imaginei que pudesse brotar vida me faz feliz.

Jhon ofereceu uma maçã e como a primeira moça ela também ficou surpresa, mas aceitou de imediato. Novamente ele jogou a mochila nas costas e disse:

— Venha comigo, espalhe suas sementes por outros lugares, quem sabe consigamos tornar o mundo um pouco mais belo. — Ele já tinha percebido o grito por socorro no olhar dela, a jovem olhou para a cabana, para a terrível solidão e por fim fixou-se nas flores. Sorriu.

— Você permitiria que eu fosse com você?

— Não precisa da minha permissão. Agora somos todos livres, esse é um novo mundo. Cruel, mas felizmente não é o fim.

— Você acha que ainda há esperança?

Ele lembrou do sorriso da moça jogando a garrafa d’água, das crianças felizes mandando beijos, do maravilhoso amarelo das flores e viu os olhos da bela jovem na sua frente, sua beleza contrastando com as vestes sujas. Respondeu sentindo um alívio no coração:

— Sempre há esperança!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Qual elenco você escalaria para a série “O Nome do Vento”?

Como sempre, publiquei primeiramente no Kalango Atômico, confira.

Desde que nós anunciamos com exclusividade no Brasil que a a 20th Century Fox irá transformar a série literária A Crônica do Matador do Rei em série literária, os fãs tem discutido nos fóruns virtuais de todo o mundo quais atores seriam mais adequados para cada papel.
Bridget McGovern  colunista do Tor.com elaborou uma lista interessante de atores para os papéis.  Reproduzo abaixo alguns com um alerta, se você é daqueles que gosta de usar sua própria imaginação para formar os rostos dos personagens, é melhor parar por aqui.
Patrick Rothfuss  já havia dito o nome de alguns atores que casariam bem com seus personagens. Em 2008, ele imaginou Natalie Portman como Denna, por exemplo, Morena Baccarin como Fela e Neil Patrick Harris como Bast.
O que você acha dessa seleção?
Bem, então vejamos que o Tor.com escalou para os representantes desse magnífico universo.
Comecemos pelo personagem principal Kvote. Ele trás um problema, sua história é dividida em diferente linhas temporais, todas marcantes e com características próprias, portanto, isso exige ótimos atores para representá-lo. Outra questão abordada por Bridget e importante destacar, é que o personagem é uma criança que tornar-se adolescente e chega a idade adulta, por isso o ator não pode ser muito jovem, devido há algumas situações adultas em que ele se envolve (por exemplo Felu… os entendedores entenderão), mas também não pode ser muito velho, pois há os flashbacks infantis, portanto o mais provável é que seja escalado três atores para o papel.
Eis as apostas:
Kote (no Marco do Percuso) seria Tom Hiddleston
kote Tom Hiddleston
Kvothe (em sua juventude) ficaria com Matthew Beard
kvote
Bast ficaria por conta de Robert Sheehan
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O Cronista Devan Lochees seria ninguém menos que Hugh Laurie
cronista
Que mais poderia interpretar o odiado Ambrose além de Harry Lloyd?
ambrose
A linda Denna ficaria com a maravilhosa Emilia Clarke
denna
Mestre Elodin ficaria por conta de Lee Pace
elodin
Exa Dal seria interpretado por David Tennant
exa dal
Simmon seria de William Moseley
simmon
Wilem ficaria com Elyes Gabel
willem
Fela seria de Jessica Brown Findlay
fela
Auri seria interpretada por Saoirse Ronan
auri
Devi seria de Dakota Blue Richards 
devi
Conde Threpe casaria com Jim Broadbent
conde
O enigmático Maer Alveron ficaria para Richard Armitage
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Lady Meluan Lackless ganharia vida em Eva Green
meluan
A magnífica e lendária Feluriana ficaria para India Eisley
feluriana
Eu particularmente gostei. Robert Sheehan daria certo como Bast assim como Emilia Clarke como Denna, com um detalhe, Denna é uma pessoa cativante, e a linda Emilia teria que ralar um pouco para conseguir exalar o fascínio que Denna transpira. O mais perfeito é Harry Lloyd como Ambrose, é exatamente como imaginava. Apesar de achar que casa com as descrições achei India Eisley muito nova para Feluriana, apesar de ela ser tão linda quanto a mitológica encantada.
E Vocês o que acharam?  Lembrando que essa não é uma lista oficial e sim especulação.

Irracionalidade

Dizem os sábios que o coração não possui sentimentos, que tudo está incutido em nosso cérebro.

— Pobres incrédulos!

Nada versam sobre o amor. Nunca sentiram aquela aceleração que nos faz suar, tremer ficar ofegante. Nunca o tiveram apertado ao peito, contrito diante da saudade. Dolorido perante a perda.

— Pobres incrédulos! Insensíveis!

Em toda sabedoria desconhecem que, quando o amor vem o cérebro é um chato! Um incoveniente que pensa demais, hesita, tem medo! Sempre o racional acovarda-se!

Do contário, é o coração, (sim, aquele que teoricamente nada possui) que nos impulsiona, que exige atitude, que implora sentimento.

Se isso é ser irracional, abraço a irracionalidade sem medo, pois a razão pode ter construído a humanidade, mas foi o amor que fez as maiores maravilhas.

Jefferson Nóbrega

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Saiu os nomes dos finalistas do World Fantasy 2013


World Fantasy Award é a principal premiação da ficção especulativa e, devido sua magnitude, demonstra para nós quem são aqueles que podem reinar no mundo da Literatura Fantástica. Uma coisa é certa, todos que são premiados no World Fantasy Convention tornam-se sucesso no meio literário. Para se Ter uma idéia entre os vencedores estão Neil Gaiman e George R.R. Martin. Portanto, mantenham seus olhos fixos nos indicados e estejam atentos para a premiação que ocorrerá dia 03 de novembro. Segundo o Tor.com os juízes Holly Black, Tom Clegg, Marc Laidlaw, Stephen Leis, e Stephanie Smith esse ano fizeram as seguintes indicações ... para conferir acesse meu artigo no Kalango Atômico.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

“Você não sabe nada, Jon Snow” – Primeira ilustração do calendário Game of Thrones

Novamente venho com uma notícia em primeira mão (to ficando bom nisso hehehe). Artigo escrito para o Kalango Atômico onde agora sou colunista. Acesse e conheça.


O premiado ilustrador Donato Giancola, conhecido mundialmente por seu extenso trabalho com os personagens e temas da Terra Média de Tolkien, foi contratado para pintar o calendário de Game of Thrones para o ano de 2015 (já!?).
Frodo sendo torturado na Torre Cirith Ungol. Imagem de Donato Giancola / Fonte: Donatoart
Frodo sendo torturado na Torre Cirith Ungol. Imagem de Donato Giancola / Fonte: Donatoart
Donato postou um esboço da sua arte com o título de “Você não sabe nada, Jon Snow” no blog Muddy Cores, a imagem mostra Jon e Ygritte em uma das cenas da “A Tormenta de Espadas”. Empolgado com o novo trabalho o artista escreveu: “O mundo de George é tão rico e variado que eu gostaria que houvesse 36 meses no ano”.
Jon e Ygritte de Donato Giancola / Fonte: Muddy Cores
Jon e Ygritte de Donato Giancola / Fonte: Muddy Cores
Se Donato trabalhar nesse projeto como fez com o universo de Tolkien, podemos esperar um esforço do artista para distanciar-se dos personagens e cenários exibidos na televisão, pois essa é uma de suas características principais.
Eowyn enfrenta o Nazgúl - Ilustração de Donato Giancola / Fonte: Donatoart
Eowyn enfrenta o Nazgúl – Ilustração de Donato Giancola / Fonte: Donatoart
Uma coisa é certa, tendo em vista suas representações da Terra Média e seus habitantes, nós fãs das Crônicas de Gelo e Fogo podemos esperar com empolgação pelas belas obras que virão.
Para conhecer mais a arte do ilustrador acesse seu site http://www.donatoart.com/gallery/

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A trilogia da “Crônica Matador do Rei” virará série de TV

Dessa vez eu me superei, trouxe a notícia abaixo antes de qualquer site do país especializado em séries e livros. Publiquei originalmente no site do Kalango Atômico:

Para vocês, fãs da trilogia de Patrick Rothfuss, trago uma notícia, em primeira mão, que deixarão todos empolgados:
O site americano Tor.com acaba de anunciar que, a 20th Century Fox, adquiriu os direitos televisivos da trilogia épica “A Crônica do Matrador do Rei” para transformá-la em uma série. AParamount já havia comprado os direitos de “O Nome do Vento” para a gravação de um filme, agora a Fox pretende adaptar toda a trilogia em uma série.
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Por enquanto ainda não foi divulgado mais detalhes sobre quando será a produção nem quem irá comandar, mas estamos atentos e quando houver mais notícias divulgaremos.
A Crônica do Matador do Rei  é uma trilogia escrita por Patrick Rothfuss que conta a história de ‘Kvothe’. Lendário arcanista e músico famoso, Kvothe conta sua história a um cronista em três dias. A narrativa se desenvolve em dois tempos diferentes: O presente na qual Kvothe conta sua história à Devan Lochees (Conhecido como O Cronista) e o passado de Kvothe (maior parte da narrativa).
Fico com um pé atrás pelo fato de ser a Fox a compradora, afinal ela possui um histórico de séries canceladas, quem é capaz de esquecer o que fizeram com Alcatraz, The Finder e mais recentemente Terra Nova? Esperemos que tenham respeito por essa grande obra de Rothfuss.
Patrick Rothfuss
Patrick Rothfuss
De toda forma é uma notícia empolgante saber que a vida de Kvote, além do filme, será contada com mais detalhes em uma série. Enquanto aguardamos com ansiedade, recomendo a leitura dos dois livros já lançados: O Nome do Vento e O Temor do Sábio. Aliás, em comemoração publicarei resenhas dos dois livros.
Enquanto as resenhas não saem, vos brindo com um trecho do “O Temor do Sábio”, podem ler que, apesar de ser do segundo livro, não será spoiler por ser uma reflexão do personagem. Leiam e vejam o nível da obra:
Os Segredos por Kvote – Patrick Rothfuss
 
Os segredos são dolorosos tesouros da mente. A maioria do que as pessoas pensam como segredo, na verdade, não é nada disso. Os mistérios, por exemplo, não são segredos. Nem o são os fatos pouco conhecidos ou as verdades esquecidas. Segredo, é um conhecimento verdadeiro que é intencionalmente ocultado.
Os filósofos discutem há seculos os pormenores dessa definição. Assinalam os problemas lógicos que existem nela, as lacunas, as exceções. Em todo esse tempo, entretanto, nenhum deles conseguiu chegar à uma definição melhor. O que talvez diga mais do que todos os sofismas combinados.
 
 Há dois tipos de segredos: Os da Boca, e os do Coração.
 
A maioria deles é da boca. Boatos compartilhados e pequenos escândalos sussurrados. Há segredos que anseiam por se largar no mundo. Um segredo da boca é como uma pedra na bota. No começo, mal se tem consciência dela. depois, torna-se irritante e, mais tarde, intolerável. Os segredos da boca vão crescendo à medida que são guardados, inchando até pressionar os lábios. Lutam para se soltar.
 
Os segredos do coração são diferentes. São privados e dolorosos e não há nada que se deseje mais do que escondê-los do mundo. Eles não inflam nem pressionam a boca. Vivem no coração, e quanto mais são guardados, mais pesados se tornam.
 
É melhor ter a boca cheia de veneno do que um segredo no coração. Qualquer idiota é capaz de cuspir o veneno, mas nós guardamos esses tesouros dolorosos. Engolimos em seco todos os dias para contê-los, empurrando-os para baixo, para nossas entranhas mais recônditas. Lá eles permanecem, ganhando peso, supurando. com o tempo, não há como deixarem de esmagar o coração que os contém.
Quem entende isso, compreende o que é vida.
 
Fonte: O Temor do Sábio – Patrick Rothfuss

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Uma Vida em Cartas – Coletânea de cartas de George Orwell chega ao Brasil

Publiquei a notícia originalmente no Kalango Atômico onde sou colunista, acesse, curtam.
Nunca canso de repetir: As obras de George Orwell deveriam ser leituras obrigatórias nas escolas, especialmente “1984” e “A Revolução dos Bichos“.
Poucos autores na história conseguiram sintetizar a política moderna como Orwell. Mesmo depois de tantos anos seus livros continuam atuais, o que demonstra a estagnação política da humanidade, onde não importa as revoluções, sempre acabamos desembocando nos mesmos sistemas, muitas vezes totalitários.
Se já leu os livros citados sabe do que falo. Se não leu, faça isso e não se arrependerá, terá reflexões capazes de mudar completamente sua visão política ou mesmo sociológica.
Mas, não tenho por intenção resenhar. Pelo contrário, trago uma ótima notícia:
Os fãs desse grande escritor podem comemorar. A editora Companhia das Letras anunciou, e o Submarino já colocou na pré-venda, um livro inédito de George Orwell com previsão de lançamento para o próximo dia 27. “Uma Vida em Cartas“, é o título da coletânea que reúne correspondências que contextualizam todo o pensamento do escritor.
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Nascido numa família da classe média inglesa intimamente ligada ao colonialismo europeu na Ásia, George Orwell – não fosse seu temperamento irrequieto e contestador – poderia ter se tornado, como seu pai, um obscuro burocrata da administração imperial. Mas os horrores da exploração colonial marcaram profundamente o futuro autor de Dias na Birmânia, e em 1927 ele decide se embrenhar numa vida incerta de vagabundo, operário e escritor freelancer. Só duas décadas mais tarde, após inúmeras dificuldades pessoais e gravemente enfermo, Orwell enfim encontraria a consagração literária.
Uma vida em cartas permite acompanhar essa singular trajetória por meio da voz inconfundível do próprio Orwell. Entre amigos, editores, parentes e simples leitores desconhecidos, o escritor britânico correspondeu-se generosamente com as pessoas que exerceram influência sobre sua vida e produção literária. Selecionada entre as várias centenas de suas cartas conhecidas, esta coletânea contextualiza os principais movimentos do autor em meio a seu ambiente político, familiar e profissional.
Com amplo aparato crítico, o livro fornece ainda valiosos subsídios para a compreensão de fatos biográficos – como sua participação na Guerra Civil Espanhola entre as fileiras de uma milícia comunista, os padecimentos decorrentes da tuberculose e a militância antipacifista durante a Segunda Guerra Mundial – e, por outro lado, da gênese dos romances e ensaios mais importantes.

Editora Arqueiro lançará três livros inéditos de Douglas Adms

editora Arqueiro anunciou ontem em sua fã page que lançará três obras do escritor Douglas Adams, o mesmo autor da aclamada série “O Guia do Mochileiro das Galáxias“.
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Douglas Adams
Há algum tempo os fãs do escritor britânico vinham clamando pelo lançamento de mais obras no país. Até uma petição online foi lançada pelo Avazz e reuniu 800 assinaturas entregues para várias editoras brasileiras. Dizia o texto da petição:
Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno (ou não tanto) país que clama por mais obras do seu autor preferido em sua língua nativa. De alienígenas com problemas depressivos aos viciados em chá, se você também gostaria de ter em mãos outras obras do Douglas Adams além das já publicadas em português, colabore assinando e divulgando a petição. E claro, don’t panic!
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Ao que parece a editora Arqueiro escutou o clamor e trará, para alegria geral da nação, três livros do escritor. Serão traduzidos The Salmon of Doubt uma copilação de textos nunca publicados até então, incluindo o romance incompleto que o autor estava escrevendo no ano de sua morte e “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency” e “The Long Dark Tea-time of the Soul” que fazem parte de uma série de humor originalmente publicado em 1987.
É interessante ver a movimentação de leitores por obras de qualidade, isso demonstra o quanto o amor pela leitura tem crescido no Brasil. Agora, é só aguardar o lançamento.
Douglas Adms nasceu em Cambridge, em 11 de março de 1952 e morreu em Santa Bárbara, em 11 de maio de 2001 aos 49 anos de idade, após sofrer um ataque cardíaco. O escritor costuma ser lembrado no ‘Dia da Toalha‘, celebrado no dia 25 de maio pelos fás de O Guia do Mochileiro das Galáxias. No livro, a toalha é considerada um guia indispensável para os viajantes da galáxia. Em 11 de março de 2013 o Google homenageou-o com o doodle.
Texto publicado originalmente no Kalango Atômico

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sessão de autógrafos com Eduardo Spohr

Nesse fim de semana tivemos o privilégio de encontrar o escritor Eduardo Spohr, reproduzo abaixo o artigo do nosso site Kalango Atômico, o podccast do cerrado:

Esse aí sou eu enquanto Spohr autografa 
No fim da tarde de ontem (domingo), 7 de Julho, Eduardo Spohr fez uma sessão de autógrafos no Shopping Pátio Brasil, num evento da Livraria Saraiva, promovendo seu mais novo livro Filhos do Éden: Anjos da morte, vol.2 pela editora Versus. Mas antes fez questão de bater um papo com os fãs sobre suas obras e sobre sua vida também.
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‘Nunca vi tanto nerd por metro quadrado’ disse aos amigos ontem.O espaço reservado ficou lotado. O que mostra a evolução da literatura fantástica aqui no cerrado. jovens e adultos (inclusive alguns senhores) prestigiando e fazendo boas perguntas ao autor sobre suas obras, sua carreira e suas pretensões como lançar seu Best-seller A Batalha do Apocalipse em países de língua inglesa.
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Spohr também falou sobre a importância dos livros em formato digital. Perguntado se eles atrapalhariam a venda dos livros em papel,  ele respondeu que acontece o contrário, as pessoas estão começando a entender que um formato complementa o outro. ‘Você lê o livro em papel em casa, no serviço continua a ler num tablet e no ônibus lê no celular’, disse Spohr. Ele defende que ambos os formatos devem ser vendidos juntos.
Muito atencioso e paciente com a grande fila para os autógrafos e fotos com os fãs, Eduardofez questão de atender todos. Isso evidencia o grande caráter que possui a pessoa/escritorEduardo Spohr. Aliás, muitos profissionais deveriam aprender a ser assim também. ‘O contato com o público é fundamental, fazendo com que eu melhore como  escritor através das críticas construtivas’, disse Spohr.
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Equipe do Kalango Atômico
Esse ex caçador de alienígenas tem feito um excelente trabalho em suas obras. Para quem não conhece suas obras, A Batalha do Apocalipse, seu primeiro livro já é Best-seller. E ainda, sua nova obra Filhos do Éden que será dividido em três volumes, e recentemente lançou o segundo, Anjos da morte, receberam ótimas avaliações da crítica e do público.Vale a pena conferir, o cara é bom.

--------- Fim dos post original

Preciso ressaltar, Eduardo Spohr é um cara humilde que trata seu fãs sem igual, quem dera todos profissionais fossem assim.

Eduardo Spohr e eu, quem sabe um dia seja eu autografando hehehe

domingo, 7 de julho de 2013

O Trono do Sol, A Magia da Alvorada

Mais uma artigo especial para o site Kalango Atômico


Você leitor viciado em As Crônicas de Gelo e Fogo, ou mesmo você que ainda não leu, mas sabe que atualmente não existe ninguém mais badalado na Literatura Fantástica que George R.R Martin; ficaria feliz em ver sua reação ao deparar-se com um livro que apresenta na sua capa e no final as seguintes frases:
“Política, guerra, religião e feitiçaria em um mundo repleto de imaginação. Um lugar fascinante, e que estou ansioso para visitar de novo.” George R.R Martin.
“O Trono do Sol é o melhor de S. L. Farrell, uma mistura deliciosa de política, guerra, feitiçaria e religião em um mundo repleto de imaginação, povoado por um elenco de lordes arrogantes, manipuladores, mendigos, padres, hereges, fanáticos, espiões, assassinos, torturadores, e damas sedutoras. Eles são personagens vívidos e memoráveis, e a maioria pintados em tons de cinza, a minha cor favorita! Esta é uma visão onde a magia funciona. É um lugar fascinante, e que estou ansioso para visitar de novo.” – George R. R. Martin
Diga-me como reagiria, pois eu comprei imediatamente o “O Trono do Sol” do escritor S.L Farrel.

O título original do primeiro livro era “A Magia da Alvorada”, no entanto, foi alterado para “O Trono do Sol” trazendo uma linda imagem na capa que nos leva diretamente a uma referência ao “Trono de Ferro” de Westeros. Isso, somado ao elogio de Martin no final, torna nítida a tentativa da editora Leya em associar a obra de S.L. Farrel ao pai de Game of Thrones. Uma tentativa tola e desnecessária que leva o leitor a acreditar que lerá um segundo “Guerra dos Tronos” quando as veredas tortuosas de Farrel embrenham-se por outros lados.
O Trono do Sol, primeiro livro do Ciclo de Nessântico, começa com uma característica particular, Nessântico, a cidade foco de quase todas as tramas que são desenvolvidas, é apresentada como um personagem:
Se uma cidade tivesse sexo, Nessântico seria mulher…
O prólogo é essencial para compreendermos a mente dos personagens que aparecerão, pois independente de quem seja, todos eles (ou quase todos) amam Nessântico, da sua maneira, e desejam o melhor para a cidade e para si (não necessariamente nessa ordem).
O início do livro é complicado, pois já no primeiro capítulo damos de cara com expressões linguísticas difíceis de assimilar, entretanto, há um glossário com a tradução das principais expressões, que destacado torna-se um marcador de página e deixará a leitura mais fácil.
A história é contada em POVs (Points of Views) e vemos o desenrolar dos fatos pela óptica de vários personagens, diferente da obra de Martin (que por causa da própria editora é impossível não comparar) não há um aprofundamento do universo de cada participante focado. Alguns são apáticos, outros aparecem apenas para morrer. O foco principal está no jogo de poder tanto político quanto religioso.
Nessântico prepara-se para o jubileu da Kraljica (imperatriz) Marguerite Ca’ Ludovici, porém uma disputa pelo poder acontece nos bastidores, uma tentativa de controle sobre a fé e o trono. No meio disso tudo está Ana co’ Seranta, uma proeminente sacerdotisa e forte candidata ao cargo de Archigos (algo como Papa), e é principalmente sobre seus olhos que assistimos a tudo. Mesmo podendo ser considerada a protagonista da história, Ana é uma personagem desenvolvida fracamente. Talvez isso seja intencional para uma virada futura, e enquanto isso não acontece, há pessoas interessantíssimas como o capitão Sergei ca’ Rudka (para mim o melhor personagem) e o mendigo Marhi
Farrel desenvolveu um mundo impecável, com sua hierarquia, sua própria história, uma religião complexa sob choque de progressistas, tradicionalistas e numetodos (ateus ou hereges), e o conhecido jogo da nobreza.
Os pontos negativos são a demora para a história engrenar e as constantes falhas da revisão ortográfica. Porém, esses problemas não ofuscam o brilho da obra.
Convido-os a conhecer Nessântico, essa joia nascida nas águas plácidas e resplandecentes do rio A’Sele e que agora sente as dores do envelhecimento.
livro torno do solO Trono do Sol S.L Farrel
Editora: Leya
574 páginas
Preço: Na faixa de 45 reais.